Avaliação
Ideb cai em nove estados no ensino médio
Ministro atribui desempenho pífio a currículo sobrecarregado e falta de professores especializados. Solução, diz ele, seria educação integral
Lecticia Maggi e Cida Alves
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, divulga o resultado do Ideb 2011 (Marcello Casal Jr/ABr)
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Os estados que tiveram nota menor que a observada há dois anos são: Acre, Pará, Maranhão, Paraíba, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Paraná e Rio Grande do Sul. Outros sete estados se mantiveram estáveis, sem qualquer evolução.
O ministro da educação, Aloizio Mercadante, admitiu que, mesmo os estados que conseguiram boas pontuações na avaliação do ensino fundamental, não obtiveram desempenho equivalente no ensino médio. “O ensino médio continua sendo um grande desafio ao sistema educacional”, afirmou.
A média nacional subiu apenas 0,1% e ficou em 3,7. Nenhuma região superou a meta, sendo que o Sul do país diminuiu o seu índice de 4,1, em 2009, para 4, em 2011. Mercadante justificou o desempenho pífio do país com o “sobrecarregado” currículo escolar desta fase, que tem 13 disciplinas obrigatórias e, em algumas escolas, diz ele, chegam a 19. “Isso não contribui para o aluno focar nas disciplinas tradicionais, como matemática, português e ciências”, diz.
Ele também citou como impeditivos ao crescimento a falta de professores com qualificação adequada à matéria que lecionam e o fato de muitos alunos estudarem à noite, já cansados após trabalharem o dia todo. Outros, repetentes, ansiariam por entrarem logo no mercado de trabalho.
Para o ministro, a falta de qualidade do ensino médio poderia ser resolvida com “educação em tempo integral”. “É a grande resposta. A rede vai avançar a medida que o ensino integral avançar”, diz. Ele ponderou, porém, que ainda são necessários estudos sobre os custos que tal medida acarretaria aos cofres públicos.
Diferentemente do ensino fundamental, em que todas as escolas são avaliadas, os dados do ensino médio são feitos por amostragem. Dos 2,2 milhões de estudantes, 70.000 passaram por avaliação.
Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/ideb-cai-em-nove-estados-no-ensino-medio
Triste a realidade da educação brasileira, todavia reflito se poderia ser diferente... Acredito que a melhoria do ensino não se resuma a aumentar o tempo de permanência na escola, mas na qualidade do ensino. O quadro do ensino médio só é reflexo de um ensino fundamental de baixa qualidade. É preciso investir na educação de base, caso contrário tudo será paliativo.
ResponderExcluirOi Elaine obrigada pela sua contribuição, concordo com você que é necessário melhorar a qualidade do ensino e que o resultado do ensino médio é reflexo da educação fundamental de baixa qualidade, acredito que é preciso aumentar a exigencia do aluno em relação as suas competencias, habilidades e atitudes, talvez uma parceria educação e esporte, onde o aluno para poder praticar o esporte ele deveria ter um bom desempenho educacional. Quem sabe seria um caminho.
ExcluirQualidade supõe formação. Em Minas, por exemplo, investe-se bastante no ensino fundamental I e II, em termos de formação de professores. O problema no EM continua. Parece que só se ensina até o 9o ano. A partir daí nada mais acontece. O que estamos fazendo em sala de aula? Podemos reduzir tudo a salário ou falta de incentivo? Não tem nada aí no meio?
ResponderExcluirElse
Prezada professora Elze discordo da sua opinião que em Minas investe em formação de professoras no Ensino fundamental, depende da rede de ensino, na rede municipal de BH sim há investimento e melhor remuneração para os professores, mas na rede estadual não há investimento nem valorização. No Ensino Médio que é obrigação da rede estadual é mais visível além de uma série de problemas, no último ano tivemos 100 dias de greve na rede estadual por melhores salário. O que o governo fez? Contratou pedagogas para substituir os professores do ensino médio que estavam em greve e estas profissionais lecionaram para todos os conteúdos, quanto aos salários foram escalonados um aumento total de RS100,00 (divido em parcelas) até 2015. Eu trabalho na rede estadual com turmas do Ensino médio desde 2006, nunca tive um curso de capacitação, esta pós que eu estou fazendo com recursos póprios pelo meu plano de carreira levará 8 anos para ser reconhecida em termos de remuneração. A maioria dos alunos na sala de aula não demonstra interesse pelos assuntos abordados, é muito difícil conseguir que eles valorize a aula e o aprendizado. Quanto precisa contratar professores para substituição nem sempre encontra da área específica. Meu ponto de vista é o seguinte: é necessário que o governo se importe mais, valorize mais os professores que ainda querem ficar na escola, as famílias cobrem dos filhos mais dedicação aos estudos só assim teremos uma educação de qualidade.
ExcluirA falta de interesse no ensino médio realmente é assustadora! sou professor no ensino médio público e me assusto cada dia mais com o rumo por onde a educação caminha, pois o futuro do país depende das novas gerações. Precisamos nos inserir de uma vez por todas na era da cibernética, para falarmos a mesma língua das gerações que tentamos ensinar e ajudar a crescer.
ResponderExcluirEduardo Coli
Oi Eduardo como vai? obrigada pela sua contribuição. Acredito que inserir na era digital seja um bom caminho. Mas acredito que necessita de algo mais, penso que é preciso criar uma cultura de valorização da educação por parte de toda a sociedade. Quanto as provas externas pelo acesso que eu já tive a elas contemplam o básico: leitura e interpretação de textos, raciocínio e operações matemáticas simples.
ExcluirAs provs externas contemplam as mesmas matérias ensinadas nas escolas tradicionais? ou será que estas provas falam um linguajar em que a educação ainda não está inserida?
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