quinta-feira, 25 de julho de 2013

Gasto com aluno na escola pública no Brasil.

Em 2013, governos devem gastar ao menos R$ 2.243 por aluno de escola pública

Do UOL, em São Paulo
  • Apu Gomes/Folhapress
Os governos devem gastar no mínimo R$ 2.243,71 por aluno da educação básica pública no ano de 2013. O valor foi definido pelo MEC (Ministério da Educação) e publicado nesta segunda-feira (31) no Diário Oficial da União. O montante representa um aumento de R$ 152,34 em relação aos gastos de 2012: R$ 2.091,37.
Esse valor é referente às séries iniciais do ensino fundamental de áreas urbanas. As UFs (Unidades Federativas) têm liberdade para investirem mais do que isso por aluno. Aquelas que não conseguem atingir este patamar recebem complementação do governo federal, por meio do Fundeb (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação).
A estimativa é de que sejam investidos em educação básica R$ 116,77 bilhões em 2013, sendo que R$ 9,6 bilhões devem ser distribuídos aos Estados e municípios pelo Fundeb.

Para comparar

Os gastos com o ensino médio na rede pública são baixos quando comparados aos custos da rede privada. No ensino médio urbano, o Estado com a maior estimativa de gasto por aluno da escola pública é Roraima, que deve despender R$ 4.395,23 por estudante durante todo o ano letivo. Em seguida, aparece o Espírito Santo, com gasto anual por aluno de R$ 3.870,35.
Nove Estados estão entre os que menos investem por estudante nesta etapa de ensino, apenas R$ 2.692,45 por ano.
Enquanto isso, os pais chegam a pagar R$ 3.253 ao mês para que os filhos estudem na rede privada em uma das dez melhores escolas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2011.

VALOR ANUAL POR ALUNO DO ENSINO MÉDIO URBANO ESTIMADO PARA 2013

Acre R$ 3.404,16
Alagoas R$ 2.692,45
Amazonas R$ 2.692,45
Amapá R$ 3.816,47
Bahia R$ 2.692,45
Ceará R$ 2.692,45
Distrito Federal R$ 3.454,48
Espírito Santo R$ 3.870,35
Goiás R$ 3.253,11
Maranhão R$ 2.692,45
Minas Gerais R$ 2.838,94
Mato Grosso do Sul R$ 3.228,99
Mato Grosso R$ 2.706,77
Pará R$ 2.692,45
Paraíba R$ 2.692,45
Pernambuco R$ 2.692,45
Piauí R$ 2.692,45
Paraná R$ 2.775,37
Rio de Janeiro R$ 3.051,87
Rio Grande do Norte R$ 2.820,66
Rondônia R$ 3.168,29
Roraima R$ 4.395,23
Rio Grande do Sul R$ 3.527,19
Santa Catarina R$ 3.367,44
Sergipe R$ 3.171,27
São Paulo R$ 3.793,52
Tocantins R$ 3.497,97
  • Fonte: MEC

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

O uso das tecnologias da informação e comunicação na educação.

Este texto refere-se ao uso das tecnologias na educação a distância nos cursos de graduação e pós-graduação. As possibilidades a serem discutidas posteriormente em um artigo científico visam identificar algumas dificuldades comuns entre os alunos do ensino a distância nos cursos de graduação e pós-graduação. O artigo é destinado aos docentes e discentes do ensino superior.
Segundo (GUISTA; FRANCO, 2003) a instituição de ensino ao iniciar um curso de educação a distância em nível de graduação é preciso indagar qual será o público-alvo, esta investigação é importante devido às diferenças geográficas e sociais visíveis em nosso país, o que leva muitos dos estudantes a não terem acesso às tecnologias disponíveis no mercado. Ao identificar as carências é preciso realizar um treinamento básico para que o aluno em questão possa acessar as ferramentas do ambiente virtual de aprendizagem, após esta etapa é necessário alinhar o tipo de mídia e a linguagem adotada com o pensamento epistemológico e o projeto pedagógico implementado no curso. Acrescentando ainda os custos do projeto, o período de duração e a certificação oferecida. Posteriormente, os responsáveis pelo curso iniciam o processo de inscrição ou seleção do público que será atendido pela instituição. Os professores envolvidos nesse projeto terão como base para o processo ensino aprendizagem a rede mundial de computadores e suas diversas ferramentas.
Após iniciar o projeto descrito acima cabe o professor utilizar as ferramentas de multimídias para buscar atender as dificuldades dos alunos as ferramentas usadas são muitas, podemos enumerar algumas: o primeiro é hipertexto cuja idéia central é organizar um caminho entre tudo que uma mente fértil pensa, seguindo o fluxo de pensamento sem interrupções, na prática isto é feito através de hiperlinks que abre novas janelas indicando um novo nó associado ao texto original. A segunda seria a interatividade que refere-se a condição de participação do estudante de forma individual ou coletiva de maneira  criativa e autônoma modificando o objeto originado do hipertexto ou de outras mídias. A terceira a ser considerada é o banco de dados existente na internet, ou seja, a biblioteca digital que pode ser acessada pela rede mundial de computadores e contém diversas fontes de informações: públicas e particulares compartilhadas pelos colaboradores. Portando, o ciberespaço é um mundo a ser explorado e descoberto com inúmeras possibilidades de uso na área de ensino o que causa várias sensações como: insegurança, ansiedade, prazer, entre outras, nos respectivos usuários sejam eles professores ou alunos. 
O uso das tecnologias de informação e comunicação(TICs) é de grande importância não só no ensino a distância como também na modalidade presencial. A adoção das TICs pelo professor serve como referencial para facilitar o processo ensino-aprendizagem através da interação do aluno com imagens, sons, músicas, mapas, textos de forma dinâmica e em tempo real, muitas vezes sendo utilizados de forma lúdica. Essas ferramentas estimulam e motivam a aprendizagem dos alunos e atualmente não há como ignorar este processo porque os estudantes da atualidade já estão inseridos no mundo digital deste as primeiras fases da infância. Quanto ao papel do professor este não é indispensável, a sua função mediadora é essencial para orientar os alunos na direção correta.

Referência Bibliográfica.

GIUSTA, A.S; FRANCO, I.M. Educação a distância: uma articulação entre teoria e a prática. Belo horizonte: PUC Minas: PUC Minas Virtual, 2003.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

O que é educação a distância (*)


Educação a distância é o processo de ensino-aprendizagem, mediado por tecnologias, onde professores e alunos estão separados espacial e/ou temporalmente.
  
É ensino/aprendizagem onde professores e alunos não estão normalmente juntos, fisicamente, mas podem estar conectados, interligados por tecnologias, principalmente as telemáticas, como a Internet. Mas também podem ser utilizados o correio, o rádio, a televisão, o vídeo, o CD-ROM, o telefone, o fax e tecnologias semelhantes.
  
Na expressão "ensino a distância" a ênfase é dada ao papel do professor (como alguém que ensina a distância). Preferimos a palavra "educação" que é mais abrangente, embora nenhuma das expressões seja perfeitamente adequada.
  
Hoje temos a educação presencial, semi-presencial (parte presencial/parte virtual ou a distância) e educação a distância (ou virtual). A presencial é a dos cursos regulares, em qualquer nível, onde professores e alunos se encontram sempre num local físico, chamado sala de aula. É o ensino convencional. A semi-presencial acontece em parte na sala de aula e outra parte a distância, através de tecnologias. A educação a distância pode ter ou não momentos presenciais, mas acontece fundamentalmente com professores e alunos separados fisicamente no espaço e ou no tempo, mas podendo estar juntos através de tecnologias de comunicação.
  
Outro conceito importante é o de educação contínua ou continuada, que se dá no processo de formação constante, de aprender sempre, de aprender em serviço, juntando teoria e prática, refletindo sobre a própria experiência, ampliando-a com novas informações e relações.
  
A educação a distância pode ser feita nos mesmos níveis que o ensino regular. No ensino fundamental, médio, superior e na pós-graduação. É mais adequado para a educação de adultos, principalmente para aqueles que já têm experiência consolidada de aprendizagem individual e de pesquisa, como acontece no ensino de pós-graduação e também no de graduação.
  
Há modelos exclusivos de instituições de educação a distância, que só oferecem programas nessa modalidade, como a Open University da Inglaterra ou a Universidade Nacional a Distância da Espanha. A maior parte das instituições que oferecem cursos a distância também o fazem no ensino presencial. Esse é o modelo atual predominante no Brasil.
  
As tecnologias interativas, sobretudo, vêm evidenciando, na educação a distância, o que deveria ser o cerne de qualquer processo de educação: a interação e a interlocução entre todos os que estão envolvidos nesse processo.
  
Na medida em que avançam as tecnologias de comunicação virtual (que conectam pessoas que estão distantes fisicamente como a Internet, telecomunicações, videoconferência, redes de alta velocidade) o conceito de presencialidade também se altera. Poderemos ter professores externos compartilhando determinadas aulas, um professor de fora "entrando" com sua imagem e voz, na aula de outro professor... Haverá, assim, um intercâmbio maior de saberes, possibilitando que cada professor colabore, com seus conhecimentos específicos, no processo de construção do conhecimento, muitas vezes a distância.
  
O conceito de curso, de aula também muda. Hoje, ainda entendemos por aula um espaço e um tempo determinados. Mas, esse tempo e esse espaço, cada vez mais, serão flexíveis. O professor continuará "dando aula", e enriquecerá esse processo com as possibilidades que as tecnologias interativas proporcionam: para receber e responder mensagens dos alunos, criar listas de discussão e alimentar continuamente os debates e pesquisas com textos, páginas da Internet, até mesmo fora do horário específico da aula. Há uma possibilidade cada vez mais acentuada de estarmos todos presentes em muitos tempos e espaços diferentes. Assim, tanto professores quanto alunos estarão motivados, entendendo "aula" como pesquisa e intercâmbio. Nesse processo, o papel do professor vem sendo redimensionado e cada vez mais ele se torna um supervisor, um animador, um incentivador dos alunos na instigante aventura do conhecimento.
  
As crianças, pela especificidade de suas necessidades de desenvolvimento e socialização, não podem prescindir do contato físico, da interação. Mas nos cursos médios e superiores, o virtual, provavelmente, superará o presencial. Haverá, então, uma grande reorganização das escolas. Edifícios menores. Menos salas de aula e mais salas ambiente, salas de pesquisa, de encontro, interconectadas. A casa e o escritório serão, também, lugares importantes de aprendizagem.
  
Poderemos também oferecer cursos predominantemente presenciais e outros predominantemente virtuais. Isso dependerá da área de conhecimento, das necessidades concretas do currículo ou para aproveitar melhor especialistas de outras instituições, que seria difícil contratar.
  
Estamos numa fase de transição na educação a distância. Muitas organizações estão se limitando a transpor para o virtual adaptações do ensino presencial (aula multiplicada ou disponibilizada). Há um predomínio de interação virtual fria (formulários, rotinas, provas, e-mail) e alguma interação on-line (pessoas conectadas ao mesmo tempo, em lugares diferentes). Apesar disso, já é perceptível que começamos a passar dos modelos predominantemente individuais para os grupais na educação a distância. Das mídias unidirecionais, como o jornal, a televisão e o rádio, caminhamos para mídias mais interativas e mesmo os meios de comunicação tradicionais buscam novas formas de interação. Da comunicação off-line estamos evoluindo para um mix de comunicação off e on-line (em tempo real).
  
Educação a distância não é um "fast-food" em que o aluno se serve de algo pronto. É uma prática que permite um equilíbrio entre as necessidades e habilidades individuais e as do grupo - de forma presencial e virtual. Nessa perspectiva, é possível avançar rapidamente, trocar experiências, esclarecer dúvidas e inferir resultados. De agora em diante, as práticas educativas, cada vez mais, vão combinar cursos presenciais com virtuais, uma parte dos cursos presenciais será feita virtualmente, uma parte dos cursos a distância será feita de forma presencial ou virtual-presencial, ou seja, vendo-nos e ouvindo-nos, intercalando períodos de pesquisa individual com outros de pesquisa e comunicação conjunta. Alguns cursos poderemos fazê-los sozinhos, com a orientação virtual de um tutor, e em outros será importante compartilhar vivências, experiências, idéias.
  
A Internet está caminhando para ser audiovisual, para transmissão em tempo real de som e imagem (tecnologias streaming, que permitem ver o professor numa tela, acompanhar o resumo do que fala e fazer perguntas ou comentários). Cada vez será mais fácil fazer integrações mais profundas entre TV e WEB (a parte da Internet que nos permite navegar, fazer pesquisas...). Enquanto assiste a determinado programa, o telespectador começa a poder acessar simultaneamente às informações que achar interessantes sobre o programa, acessando o site da programadora na Internet ou outros bancos de dados.
  
As possibilidades educacionais que se abrem são fantásticas. Com o alargamento da banda de transmissão, como acontece na TV a cabo, torna-se mais fácil poder ver-nos e ouvir-nos a distância. Muitos cursos poderão ser realizados a distância com som e imagem, principalmente cursos de atualização, de extensão. As possibilidades de interação serão diretamente proporcionais ao número de pessoas envolvidas.
  
Teremos aulas a distância com possibilidade de interação on-line (ao vivo) e aulas presenciais com interação a distância.
  
Algumas organizações e cursos oferecerão tecnologias avançadas dentro de uma visão conservadora (só visando o lucro, multiplicando o número de alunos com poucos professores). Outras oferecerão cursos de qualidade, integrando tecnologias e propostas pedagógicas inovadoras, com foco na aprendizagem e com um mix de uso de tecnologias: ora com momentos presenciais; ora de ensino on-line (pessoas conectadas ao mesmo tempo, em lugares diferentes); adaptação ao ritmo pessoal; interação grupal; diferentes formas de avaliação, que poderá também ser mais personalizada e a partir de níveis diferenciados de visão pedagógica.
  
O processo de mudança na educação a distância não é uniforme nem fácil. Iremos mudando aos poucos, em todos os níveis e modalidades educacionais. Há uma grande desigualdade econômica, de acesso, de maturidade, de motivação das pessoas. Alguns estão preparados para a mudança, outros muitos não. É difícil mudar padrões adquiridos (gerenciais, atitudinais) das organizações, governos, dos profissionais e da sociedade. E a maioria não tem acesso a esses recursos tecnológicos, que podem democratizar o acesso à informação. Por isso, é da maior relevância possibilitar a todos o acesso às tecnologias, à informação significativa e à mediação de professores efetivamente preparados para a sua utilização inovadora.
 (*) Este texto foi publicado pela primeira vez com o título Novos caminhos do ensino a distância, no Informe CEAD - Centro de Educação a Distância. SENAI, Rio de Janeiro, ano 1, n.5, out-dezembro de 1994, páginas 1-3. Foi atualizado tanto o texto como a bibliografia em 2002.
 
Eu inseri este texto porque tem a ver com o tema do meu TCC. Peço aos colegas que participem desse blog com críticas e sugestões sobre o assunto.
Tema:
Educação à distância no Brasil: O desafio da qualidade nos cursos de graduação e pós-graduação.
Delimitação: Quais as maiores dificuldades dos alunos de graduação e pós-graduação na modalidade de ensino a distancia?

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Capa
Este livro fala sobre EAD no Brasil que é o assunto da minha monografia para a conclusão do Curso de Especialização em Docência no Ensino Superior Fundamentos Teórico-Metodológico. Pretendo utilizá-lo como uma das fontes de pesquisa para iniciar o meu trabalho.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Avaliação

Ideb cai em nove estados no ensino médio 

Ministro atribui desempenho pífio a currículo sobrecarregado e falta de professores especializados. Solução, diz ele, seria educação integral

Lecticia Maggi e Cida Alves
Entrevista do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, na sede do ministério
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, divulga o resultado do Ideb 2011 (Marcello Casal Jr/ABr)
O ensino médio piorou em nove estados brasileiros na comparação com 2009. É o que mostra o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, o Ideb, divulgado nesta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Leia também:
37% das cidades não atingem metas do Ideb 2011


Os estados que tiveram nota menor que a observada há dois anos são: Acre, Pará, Maranhão, Paraíba, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Paraná e Rio Grande do Sul. Outros sete estados se mantiveram estáveis, sem qualquer evolução.

O ministro da educação, Aloizio Mercadante, admitiu que, mesmo os estados que conseguiram boas pontuações na avaliação do ensino fundamental, não obtiveram desempenho equivalente no ensino médio. “O ensino médio continua sendo um grande desafio ao sistema educacional”, afirmou.

A média nacional subiu apenas 0,1% e ficou em 3,7. Nenhuma região superou a meta, sendo que o Sul do país diminuiu o seu índice de 4,1, em 2009, para 4, em 2011. Mercadante justificou o desempenho pífio do país com o “sobrecarregado” currículo escolar desta fase, que tem 13 disciplinas obrigatórias e, em algumas escolas, diz ele, chegam a 19. “Isso não contribui para o aluno focar nas disciplinas tradicionais, como matemática, português e ciências”, diz.

Ele também citou como impeditivos ao crescimento a falta de professores com qualificação adequada à matéria que lecionam e o fato de muitos alunos estudarem à noite, já cansados após trabalharem o dia todo. Outros, repetentes, ansiariam por entrarem logo no mercado de trabalho.

Para o ministro, a falta de qualidade do ensino médio poderia ser resolvida com “educação em tempo integral”. “É a grande resposta. A rede vai avançar a medida que o ensino integral avançar”, diz. Ele ponderou, porém, que ainda são necessários estudos sobre os custos que tal medida acarretaria aos cofres públicos.

Diferentemente do ensino fundamental, em que todas as escolas são avaliadas, os dados do ensino médio são feitos por amostragem. Dos 2,2 milhões de estudantes, 70.000 passaram por avaliação.
Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/ideb-cai-em-nove-estados-no-ensino-medio

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Este blog foi criado para o desenvolvimento de pesquisa relacionada ao curso: Docência no Ensino Superior: Fundamentos Téorico-Metodológicos. Remover conteúdo | Excluir | Spam
às 10:52